terça-feira, 22 de março de 2011

Repúdio aos ataques militares das potencias imperialistas contra a Líbia

A presidência do Conselho Mundial da Paz (CMP) vem manifestar seu repúdio aos ataques militares iniciados na tarde de 19 de março contra a Líbia, após a aprovação de resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas estabelecendo uma zona de exclusão aérea contra esse país do norte da África. A decisão abriu o caminho para os bombardeios por aviões de países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
A criação da “zona de exclusão aérea” naquele país é, em verdade, um ardil para que as forças imperialistas assentem ali os seus tentáculos.Trata-se de flagrante violação do princípio da autodeterminação dos povos do mundo e, em lugar de promover a Paz, rep resenta uma injeção de combustível em uma situação de conflito existente.
Os Estados Unidos e alguns aliados na Otan pretendiam com a decisão abrir a porta para a ação militar contra a Líbia e seu povo. Teme-se, porém, que os ataques aéreos e navais possam transpor as fronteira da própria Líbia, gerando um conflito regional de consequências imprevisíveis.
Os movimentos sociais e políticos que vêm se registrando em países do Norte da África e Oriente Médio devem ser, todos eles, respeitados como processos internos de povos soberanos. Este é o caso da Líbia, onde a guerra civil em curso deve encontrar sua solução política nos limites daquele país.
A decisão do Conselho de Segurança fixa que não será permitido “qualquer tipo de ocupação estrangeira em qualquer parte do território líbio”, mas se contradiz ao autorizar “todas as medidas necessárias” para proteger populações civis supostamente ameaçada s pelas forças armadas do governo líbio.
Ações a favor de qualquer dos lados envolvidos devem ser encaradas como invasão de um país independente. Seja qual for a composição das forças invasoras, já está caracterizada inaceitável interferência externa.
É importante ressaltar, ainda, que a geopolítica daquela região tem sido substancialmente alterada, reduzindo na mesma proporção o poderio do imperialismo estadunidense ali reinante. A intervenção na Líbia é, portanto, uma forma de retomar o terreno perdido e instalar naquela zona um odioso enclave político-militar.



Defendemos a soberania dos povos e o princípio da não-ingerência. Defendemos a paz.


Socorro Gomes

Presidente do Conselho Mundial da Paz (CMP)

sábado, 12 de março de 2011

Debate: o cerco midiático contra Cuba

Na próxima terça-feira, dia 15 de março, às 19 horas, no auditório do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (Rua Rego Freitas, 530, Centro), será realizado o debate “O cerco midiático contra Cuba”.



Por Altamiro Borges

O evento contará com as presenças dos jornalistas Mario Augusto Jakobskind, membro da Academia Brasileira de Imprensa (ABI) e do conselho curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC); Fernando Morais, autor do livro “A Ilha” e de várias biografias de sucesso; e do cubano Ariel Terrero Escalante, editor da Revista Bohemia e comentarista econômico do programa de televisão “Buenos Días”
Organizado pelo Centro de Estudos da Mídia Barão de Itararé, em parceira com o sítio Opera Mundi, o Comitê dos Cinco Patriotas Cubanos e o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), o evento discutirá a atual realidade de Cuba - seus avanços, problemas e desafios. Também debaterá os padrões de manipulação da mídia, que omite as conquistas da revolução cubana e realça apenas suas dificuldades.
Somado ao desumano bloqueio econômico imposto pelos EUA desde o início dos anos 1960, a cerco midiático a Cuba serve para alimentar preconceitos e visões unilaterais. Nas capas da Veja, Folha, Estadão e O Globo ou nos comentários dos “calunistas” das emissoras de televisão e rádio, Fidel Castro e outros líderes cubanos são apresentados como demônios e Cuba, como um inferno. Seus triunfos em várias áreas sociais simplesmente são relegados. Colonizada, a mídia nativa repete os ataques do “império”.

O debate pretende aprofundar a reflexão crítica sobre o processo cubano, que gera amores e ódios na sociedade brasileira. Após o debate, será feito o lançamento do livro “Cuba, apesar do bloqueio”, do jornalista Mario Augusto Jakobskind.

Mais informações sobre Ariel Terrero



Nascido em 1962, na cidade de Havana, onde reside atualmente.



Formação: Licenciado em jornalismo pela Universidade de Havana (1985).



Ocupação atual:



- Revista Bohemia, chefe de informação nacional e da equipe de jornalismo investigativo;



- Boletim eletrônico Mercados y Tendencias: editor e comentarista.



- Comentarista econômico da revista televisiva Buenos Días.



- Mantém o sítio pessoal: www.cubaprofunda.org.



- É membro da Presidência da União de Periodistas de Cuba (UPEC).



Prêmios:



- Premio Nacional de Periodismo Juan Gualberto Gómez (2003 e 1997);



- Premio de reportagem, artigo e jornalismo investigativo no Concurso Nacional de Periodismo 26 de Julio (2008, 2006, 2005, 1999 y 1993);



- Terceiro lugar do Premio Latinoame ricano de Periodismo José Martí de Prensa Latina (2005). Mención (2003);



- Premio de Periodismo Econômico ANEC-UPEC (2004, 2003, 2002 e 2000);



- Premio Editorial de la Mujer (2006 e 2005);



- Premio de Periodismo Cultural (2005);



- Premio de Periodismo Científico Gilberto Caballero na imprensa escrita (2005 e 2001);



- Premio de Periodismo Científico Fernando Ortiz (1995 y 1992);



- Premio Abril pela trajetória profissional (1999);



- Premio no Concurso Especial sobre Globalização ANEC-UPEC (1999);



- Premio Especial de Crítica (1990).

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