quarta-feira, 30 de junho de 2010

Manifestação complica trânsito na zona sul de SP

São Paulo - Cerca de 50 trabalhadores da área da Saúde do Estado de São Paulo realizam na manhã de hoje uma manifestação na Rua Borges Lagoa, altura do número 1.775, na zona sul da capital paulista.

Os manifestantes ocupam a faixa direita da via, complicando o trânsito no local, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego. De acordo com a Polícia Militar (PM), o protesto, que começou por volta das 11 horas, é promovido pelo sindicato da categoria, que reivindica melhores salários.

Fonte: http://www.uol.com.br/

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Pesquisa CNI/Ibope: Dilma tem 40%, contra 35% de Serra - 23/06/2010 - UOL Eleições 2010

 

23/06/2010 - 16h27

Pesquisa CNI/Ibope: Dilma tem 40%, contra 35% de Serra

Camila Campanerut

Do UOL Eleições
Em Brasília

Pesquisa Ibope encomendada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) para a eleição presidencial, divulgada nesta quarta-feira (23) em Brasília, mostra a candidata Dilma Rousseff (PT) com 40% das intenções de voto, contra 35% do candidato José Serra (PSDB) e 9% da candidata Marina Silva (PV). Votos brancos e nulos somam 6%. Não responderam 10% dos entrevistados. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Blog do Fernando Rodrigues

Esta é a primeira vez em que a candidata petista aparece à frente do tucano em uma pesquisa com uma diferença que ultrapassa a margem de erro. Na última pesquisa CNI/Ibope, divulgada em 17 de março, Serra aparecia com 38%, contra 33% de Dilma e 8% de Marina. Brancos e nulos somavam 12%; 8% não responderam.
Dilma aparece na frente também na simulação de 2º turno. A petista tem 45%, contra 38% de Serra. Brancos e nulos somam 8%, enquanto 9% não sabem ou não responderam.

Na simulação de 2º turno da pesquisa anterior, o tucano aparecia com 44%, contra 39% da petista. Brancos e nulos somavam 10%, e 7% não responderam.

Leia também

Quando a simulação é feita entre Dilma e Marina, a petista aparece com 53%, contra 19% da presidenciável do PV. Brancos ou nulos representam 15%; 13% não sabem ou não responderam. Em 17 de março, a simulação de 2º turno entre Dilma e Marina dava 48% para a petista, 11% para a ex-ministra do Meio Ambiente, 22% de brancos e nulos e 12% que não responderam.
Já entre Serra e Marina, o tucano fica com 49%, contra 22% da candidata verde. Brancos ou nulos somam 16% e não sabem ou não responderam, 13%. A pesquisa anterior dava 55% para o candidato do PSDB, contra 17% da candidata do PV, 18% entre brancos e nulos e 9% que não responderam.
Na espontânea, Dilma tem 22%, Serra tem 16%, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 9%, Marina tem 3% e o ex-governador mineiro Aécio Neves (PSDB) tem 1%. Brancos e nulos somam 7%, e 40% não sabem.

A última pesquisa que mediu a intenção de votos para os presidenciáveis, contratada pela Rede Globo e pelo jornal 'O Estado de São Paulo' e divulgada em 5 de junho, apontava Serra e Dilma empatados com 37%.

Conhecimento de Dilma
O levantamento CNI/Ibope identificou um aumento no conhecimento da candidata petista pelo eleitorado. Hoje, 73% sabem que Dilma Rousseff é apoiada pelo presidente Lula. Em março, o índice era de 58%.
Foram entrevistadas 2.002 pessoas entre os dias 19 e 21 de junho, em 140 municípios do país. O número de registro da pesquisa no TSE é 16292/2010.
Indecisos
O diretor de operações da CNI, Rafael Lucchesi, afirma que o elevado grau de indecisos demonstra que a disputa pelo eleitorado “ainda está em suas etapas iniciais, se aquecendo”, uma vez que, em março, 42 % dos entrevistados não sabiam em quem votar. No último levantamento, o índice teve uma leve redução e está em 40%.

Pesquisa CNI/Ibope: Dilma tem 40%, contra 35% de Serra - 23/06/2010 - UOL Eleições 2010

domingo, 13 de junho de 2010

MICHAEL MOORE EM CUBA




Michael Moore em Cuba11:10 - 2 anos atrás
Moore viajou a Cuba com três voluntários que haviam trabalhado nas ruínas do World Trade Center, em New York, depois dos ataques de 11 de setembro de 2001. Segundo ele, os voluntários sofrem de problemas de saúde desde que atuaram naquele local e têm dificuldade de acesso aos tratamentos públicos. Moore diz tê-los levado de barco até a base naval estadunidense de Guantánamo - que fica encravada no leste de Cuba e onde Washington mantém suspeitos estrangeiros de terrorismo - para ver se eles receberiam o mesmo atendimento médico gratuito dos detentos. Após serem barrados, eles decidiram ver que tipo de atendimento médico encontrariam em Cuba, cujo governo comunista se orgulha da qualidade de seus hospitais. Excerto do documentário "Sicko" (S.O.S. Saúde), de Michael Moore.

CONHEÇA CUBA E SEU EFICIENTE SISTEMA DE SAÚDE PÚBLICA

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Comissão de políticas Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente - 04/08/2009

PRESIDENTE: CARLOS APOLINARIO


AUDIÊNCIA PÚBLICA

LOCAL: Câmara Municipal de São Paulo

DATA: 04 de agosto de 2009

OBSERVAÇÕES:

• Manifestação fora do microfone



O texto abaixo traz minha fala, nesta audiência pública.

Veja integra no site:
http://www.camara.sp.gov.br/central_de_arquivos/05-040809-oeste-sescpinheros.pdf


O SR. PRESIDENTE (Carlos Apolinário) – Tem a palavra o Sr. Denis Veiga.


O SR. DENIS VEIGA – Boa noite a todos e a todas. Saúdo a Mesa na pessoa do Vereador Carlos Apolinario.

O projeto de lei 671/07 exclui do original algumas coisas absolutamente importantes, como: a prioridade de evitar a expulsão da população moradora de baixa renda do centro urbano; a implantação da assessoria técnica social e jurídica para a população de baixa renda, com problemas de moradia; a garantia à diversidade dos programas dos agentes promotores da política de habitação de interesse social; o fortalecimento e organização independente dos movimentos populares que lutam por moradia digna, pelo acesso à cidade e pela garantia da função social da propriedade urbana; a lista de vias com prioridade ao transporte público; a prioridade ao transporte público coletivo em relação ao transporte individual; e a garantia da manutenção do Bilhete Único.

Na qualidade de conselheiro municipal de saúde, eleito pelos usuários da região Oeste, nós reivindicamos a construção de um hospital geral e um ambulatório de especialidades em cada subprefeitura da cidade de São Paulo. Em particular, no Butantã, a construção de um hospital geral se faz absolutamente necessária.

Uma outra questão também é que a cidade de São Paulo vive uma escalada autoritária sem precedentes, que nos remete à ditadura militar, ao Governo do Salim Maluf. Por quanto, a atual Administração, como iniciativa, acabou com o Conselho de Representantes, com o Orçamento Participativo, criminaliza os movimentos sociais de toda a espécie, e acua e ataca o SUS na cidade de São Paulo. Até hoje o Conselho Municipal de Saúde vive lutando para não ser dissolvido pela Justiça. O controle social na cidade de São Paulo é réu, e sem o controle social não temos SUS, e sem a participação popular não vamos ter uma sociedade democrática. Portanto, é uma vergonha que a maior cidade da América Latina viva hoje num déficit democrática dessa ordem.

Assim, pedimos que seja garantida a participação popular, até porque a Lei Orgânica do Município de São Paulo garante em seus artigos 54 e 55 a instalação de conselho de representantes. Sentimos que não na no atual Governo vontade política para instituir o conselho que é absolutamente fundamental! Para minha surpresa, o atual projeto de lei fala do conselho de representantes, mas aonde foi instalado? A primeira coisa que o ex-Prefeito fez ao assumir a Prefeitura foi acabar com o conselho de representantes. A segunda coisa foi entrar com ação direta de inconstitucionalidade, no Supremo Tribunal Federal, para acabar com os conselhos gestores na cidade de São Paulo! Olha aí! (Aplausos) A questão democrática, ao contrário do que acontece no resto do Brasil, volta ao centro do debate na cidade de São Paulo. Essa é a grande questão!

A participante disse muito bem: até que ponto nós não estamos cumprindo uma formalidade legal? Até que ponto esta audiência será levada em consideração? Até que ponto? (Aplausos) Será que estão cumprindo um ritual para dizer: olha, nós ouvimos a população. Será mesmo que foi ouvida? Eu não acredito, estou cético em relação a isso!


Nesse sentido, aquela moça falou de questão importante.

Estão construindo a marginal que consta do Plano que estamos discutindo. Isso é prova de que estamos discutindo pró-forma porque a obra da marginal está sendo feita, mas consta do Plano a ser votado na Câmara dos Vereadores.

Srs. Vereadores, isso me lembra um fato acontecido recentemente no Conselho Municipal de Saúde, pois em abril foi enviado à apreciação e aprovação do Conselho Municipal de Saúde o Plano Municipal de Saúde 2008/2009 que 2/3 do conteúdo já foi executado pela Secretaria Municipal de Saúde. Quer dizer, queriam que aprovássemos algo que já foi executado. Isso é inaceitável.

Propusemos, eu pessoalmente, que o Plano Municipal de Saúde fosse devolvido ao Sr. Secretário que, é bom lembrar, nunca compareceu ao Conselho Municipal de Saúde, nunca! Então, a proposta era devolver e enviado ao Conselho o Plano Plurianual para que discutíssemos o que, de verdade, pretende ser feito na cidade de São Paulo. Para encerrar, quero fazer um convite aos presentes e aos Srs. Vereadores, para o Seminário Transporte Público e Mobilidade Urbana em São Paulo. Vai ocorrer na Câmara Municipal de São Paulo no dia 17 de agosto, às 14h. As inscrições podem ser feitas no site www.jamilmurad.com.br

Muito obrigado.

(Aplausos)

domingo, 6 de junho de 2010

NOTA DE SOLIDARIEDADE A CUBA

O Centro Brasileiro de Luta de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz – CEBRAPAZ, vêm a público mais uma vez, denunciar a campanha solerte do imperialismo norte-americano contra a valente Cuba, que não bastasse ser vítima de bloqueio econômico criminoso por parte do império, agora assiste e resiste a este novo ataque que pretextando direitos humanos, busca na verdade o fim da experiência exitosa da construção do socialismo na ilha.

O imperialismo estadunidense, carece de autoridade moral e política para sustentar a bandeira dos direitos humanos, posto que é ele a maior ameaça a dignidade humana, na medida em que mantém em Guantánamo, em seu próprio território, e mundo afora, milhares de prisioneiros, vítimas de torturas e de toda a sorte de maus tratos, sem assistência jurídica e desprovidos de qualquer garantia à ampla defesa, os exemplos são inúmeros, para citar apenas um, lembramos o flagelo de AbuGraib.

Os meios de comunicação se associam a esta nova investida do império, destilando toda a sorte de mentiras e calúnias contra Cuba ao mesmo tempo em que se calam diante dos horrores e dos crimes cometidos todos os dias contra os direitos humanos, a paz e a soberania dos Povos.

O CEBRAPAZ, os amantes da Paz e do progresso social se solidarizam com Cuba, seu povo, suas lideranças, e se mobilizam em defesa de sua soberania e da sua Revolução.





Cuba resiste. Cuba avança. Cuba Vencerá!





Centro Brasileiro de Luta de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz – CEBRAPAZ






Denis Veiga Junior

sábado, 5 de junho de 2010

CAMPANHA DE FILIAÇÃO A TODO VAPOR NO PCDOB PAULISTANO

Crescer para avançar no rumo das mudanças com Dilma é a palavra de ordem no Comitê Paulistano, que esse mês intensifica o processo de filiação e amplia divulgação do Programa Socialista, discutido e aprovado no curso do 12º Congresso Nacional do Partido Comunista do Brasil.
Em seu último congresso, o PCdoB realizou ampla discussão sobre o rumo do Socialismo no Brasil apontando o Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento como o caminho e instrumento para fortalecer a Nação.
No ano em que comemora 88 anos de vida ininterrupta, passando por longos e duros anos de ilegalidade, o Comitê Paulistano amplia suas fileiras com diversas filiações.
Uma delas é a de Maria Angélica Azevedo Rosin, integrante da Câmara Técnica do Ministério da Saúde que discute a questão dos recursos humanos na área da saúde.
Importante liderança do COREM – SP. Desde sua infância Maria Angélica convivia com os problemas e a empolgação comunista. Seu pai era advogado, sindicalista bancário e militante do movimento revolucionário.
“Há uma afinidade muito grande entre a elaboração que o PCdoB está desenvolvendo para o país e as minhas idéias. Pensar uma Nação forte é o caminho para o Brasil se desenvolver, eu acredito nisso, por isso acredito no Partido Comunista do Brasil”, disse a mais nova camarada, Maria Angélica.
“Nós ficamos muito felizes quando lideranças como a Maria Angélica, que já presta um grande serviço ao povo brasileiro, enxerga em nosso partido (PCdoB) a possibilidade de fazer ainda mais. Lideranças desse tipo são de grande valia para continuarmos travando nossas lutas em defesa dos direitos do povo, em busca da igualdade social e do desenvolvimento do Brasil ”, argumentou o vereador Jamil Murad, que abonou a filiação de Maria Angélica.
Ainda neste mês, o Comitê Paulistano realizará duas grandes atividades de filiação, uma na zona sul e outra na zona leste.


Bem – vindos à todos os novos camaradas!



matéria site Jamil Murad




Não é dossiê, é livro, Os porões da privataria; veja a introdução

O ex-tesoureiro do presidenciável da oposição, sua filha, seu genro e um dublê de primo, doador e ex-sócio de José Serra: eis alguns dos personagens do livro que o jornalista Amaury Ribeiro Jr., que deve ser lançado logo depois da Copa, em capítulos, na internet. E eis um bom motivo para a ofensiva iniciada pela Veja sobre o suposto dossiê da campanha da candidata de Lula, Dilma Rousseff.
A introdução da obra de jornalismo investigativo já está disponível.
Veja a íntegra.


O ex-tesoureiro, a filha, o genro e o primo de Serra

Os porões da privataria
Amaury Ribeiro Jr.

Introdução

Quem recebeu e quem pagou propina. Quem enriqueceu na função pública. Quem usou o poder para jogar dinheiro público na ciranda da privataria. Quem obteve perdões escandalosos de bancos públicos. Quem assistiu os parentes movimentarem milhões em paraísos fiscais. Um livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr., que trabalhou nas mais importantes redações do país, tornando-se um especialista na investigação de crimes de lavagem do dinheiro, vai descrever os porões da privatização da era FHC.
Seus personagens pensaram ou pilotaram o processo de venda das empresas estatais. Ou se aproveitaram do processo. Ribeiro Jr. promete mostrar, além disso, como ter parentes ou amigos no alto tucanato ajudou a construir fortunas. Entre as figuras de destaque da narrativa estão o ex-tesoureiro de campanhas de José Serra e Fernando Henrique Cardoso, Ricardo Sérgio de Oliveira, o próprio Serra e três de seus parentes: a filha Verônica Serra, o genro Alexandre Bourgeois e o primo Gregório Marin Preciado. Todos eles, afirma, têm o que explicar ao Brasil.
Ribeiro Jr. vai detalhar, por exemplo, as ligações perigosas de José Serra com seu clã. A começar por seu primo Gregório Marin Preciado, casado com a prima do ex-governador Vicência Talan Marin. Além de primos, os dois foram sócios. O “Espanhol”, como Marin é conhecido, precisa explicar onde obteve US$3,2 milhões para depositar em contas de uma empresa vinculada a Ricardo Sérgio de Oliveira, homem-forte do Banco do Brasil durante as privatizações dos anos de 1990. E continuará relatando como funcionam as empresas offshores semeadas em paraísos fiscais do Caribe pela filha – e sócia — do ex-governador, Verônica Serra, e por seu genro, Alexandre Bourgeois. Como os dois tiram vantagem das suas operações, como seu dinheiro ingressa no Brasil…
Atrás da máxima “siga o dinheiro!”, Ribeiro Jr perseguiu o caminho de ida e volta dos valores movimentados por políticos e empresários entre o Brasil e os paraísos fiscais do Caribe, mais especificamente as Ilhas Virgens Britânicas, descoberta por Cristóvão Colombo em 1493 e por muitos brasileiros espertos depois disso. Nestas ilhas, uma empresa equivale a uma caixa postal, as contas bancárias ocultam o nome do titular e a população de pessoas jurídicas é maior do que a de pessoas de carne e osso. Não é por acaso que todo dinheiro de origem suspeita busca refúgio nos paraísos fiscais, onde também são purificados os recursos do narcotráfico, do contrabando, do tráfico de mulheres, do terrorismo e da corrupção.
A trajetória do empresário Gregório Marin Preciado, ex-sócio, doador de campanha e primo do candidato do PSDB à Presidência da República, mescla uma atuação no Brasil e no exterior. Ex-integrante do conselho de administração do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), então o banco público paulista, nomeado quando Serra era secretário de Planejamento do governo estadual, Preciado obteve uma redução de sua dívida no Banco do Brasil de R$448 milhões(1) para irrisórios R$4,1 milhões. Na época, Ricardo Sérgio de Oliveira era diretor da área internacional do BB e o todo-poderoso articulador das privatizações sob FHC. (Ricardo Sérgio é aquele do “estamos no limite da irresponsabilidade. Se der m…”, o momento Péricles de Atenas do Governo do Farol – PHA)
Ricardo Sérgio também ajudaria o primo de Serra, representante da Iberdrola, da Espanha, a montar o consórcio Guaraniana. Sob influência do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, mesmo sendo Preciado devedor milionário e relapso do BB, o banco também se juntaria ao Guaraniana para disputar e ganhar o leilão de três estatais do setor elétrico(2).
O que é mais inexplicável, segundo o autor, é que o primo de Serra, imerso em dívidas, tenha depositado US$3,2 milhões no exterior por meio da chamada conta Beacon Hill, no banco JP Morgan Chase, em Nova Iorque. É o que revelam documentos inéditos obtidos dos registros da própria Beacon Hill em poder de Ribeiro Jr. E mais importante ainda é que a bolada tenha beneficiado a Franton Interprises. Coincidentemente, a mesma empresa que recebeu depósitos do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, Ricardo Sérgio de Oliveira, de seu sócio Ronaldo de Souza e da empresa de ambos, a Consultatun. A Franton, segundo Ribeiro, pertence a Ricardo Sérgio.
A documentação da Beacon Hill levantada pelo repórter investigativo radiografa uma notável movimentação bancária nos Estados Unidos realizada pelo primo supostamente arruinado do ex-governador. Os comprovantes detalham que a dinheirama depositada pelo parente do candidato tucano à Presidência na Franton oscila de US$17 mil (3 de outubro de 2001) até US$375 mil (10 de outubro de 2002). Os lançamentos presentes na base de dados da Beacon Hill se referem a três anos. E indicam que Preciado lidou com enormes somas em dois anos eleitorais – 1998 e 2002 – e em outro pré-eleitoral – 2001. Seu período mais prolífico foi 2002, quando o primo disputou a Presidência contra Lula. A soma depositada bateu em US$1,5 milhão.
O maior depósito do endividado primo de Serra na Beacon Hill, porém, ocorreu em 25 de setembro de 2001. Foi quando destinou à offshore Rigler o montante de US$404 mil. A Rigler, aberta no Uruguai, outro paraíso fiscal, pertenceria ao doleiro carioca Dario Messer, figurinha fácil desse universo de transações subterrâneas. Na operação Sexta-Feira 13, da Polícia Federal, desfechada no ano passado, o Ministério Público Federal apontou Messer como um dos autores do ilusionismo financeiro que movimentou, por intermédio de contas no exterior, US$20 milhões derivados de fraudes praticadas por três empresários em licitações do Ministério da Saúde.
O esquema Beacon Hill enredou vários famosos, dentre eles o banqueiro Daniel Dantas. Investigada no Brasil e nos Estados Unidos, a Beacon Hill foi condenada pela justiça norte-americana, em 2004, por operar contra a lei.
Percorrendo os caminhos e descaminhos dos milhões extraídos do País para passear nos paraísos fiscais, Ribeiro Jr. constatou a prodigalidade com que o círculo mais íntimo dos cardeais tucanos abre empresas nestes édens financeiros sob as palmeiras e o sol do Caribe. Foi assim com Verônica Serra. Sócia do pai na ACP Análise da Conjuntura, firma que funcionava em São Paulo em imóvel de Gregório Preciado, Verônica começou instalando, na Flórida, a empresa Decidir.com.br, em sociedade com Verônica Dantas, irmã e sócia do banqueiro Daniel Dantas, que arrematou várias empresas nos leilões de privatização realizados na era FHC.
Financiada pelo Banco Opportunity, de Dantas, a empresa possui capital de US$5 milhões. Logo se transfere com o nome Decidir International Limited para o escritório do Ctco Building, em Road Town, ilha de Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas. A Decidir do Caribe consegue trazer todo o ervanário para o Brasil ao comprar R$10 milhões em ações da Decidir do Brasil.com.br, que funciona no escritório da própria Verônica Serra, vice-presidente da empresa. Como se percebe, todas as empresas têm o mesmo nome. É o que Ribeiro Jr. apelida de “empresas-camaleão”. No jogo de gato e rato com quem estiver interessado em saber, de fato, o que as empresas representam e praticam é preciso apagar as pegadas. É uma das dissimulações mais corriqueiras detectada na investigação.
Não é outro o estratagema seguido pelo marido de Verônica, o empresário Alexandre Bourgeois. O genro de Serra abre a Iconexa Inc no mesmo escritório do Ctco Building, nas Ilhas Virgens Britânicas, que interna dinheiro no Brasil ao investir R$7,5 milhões em ações da Superbird.com.br que depois muda de nome para Iconexa S.A. Cria também a Vex capital no Ctco Building, enquanto Verônica passa a movimentar a Oltec Management no mesmo paraíso fiscal. “São empresas-ônibus”, na expressão de Ribeiro Jr., ou seja, levam dinheiro de um lado para o outro.
De modo geral, as offshores cumprem o papel de justificar perante ao Banco Central e à Receita Federal a entrada de capital estrangeiro por meio da aquisição de cotas de outras empresas, geralmente de capital fechado, abertas no País. Muitas vezes, as offshores compram ações de empresas brasileiras em operações casadas na Bolsa de Valores. São frequentemente operações simuladas tendo como finalidade única internar dinheiro nas quais os procuradores dessas offshores acabam comprando ações de suas próprias empresas… Em outras ocasiões, a entrada de capital acontecia pelos sucessivos aumentos de capital da empresa brasileira pela sócia cotista no Caribe, maneira de obter do BC a autorização de aporte do capital no Brasil. Um emprego alternativo das offshores é usá-las para adquirir imóveis no País.
Depois de manusear centenas de documentos, Ribeiro Jr. observa que Ricardo Sérgio, o pivô das privatizações – que articulou os consórcios usando o dinheiro do BB e do fundo de previdência dos funcionários do banco, a Previ, “no limite da irresponsabilidade”, conforme foi gravado no famoso “Grampo do BNDES” –, foi o pioneiro nas aventuras caribenhas entre o alto tucanato. Abriu a trilha rumo às offshores e às contas sigilosas da América Central ainda nos anos de 1980. Fundou a offshore Andover, que depositaria dinheiro na Westchester, em São Paulo, que também lhe pertenci
Ribeiro Jr. promete outras revelações. Uma delas diz respeito a um dos maiores empresários brasileiros, suspeito de pagar propina durante o leilão das estatais, o que sempre desmentiu. Agora, porém, existe evidência, também obtida na conta Beacon Hill, do pagamento da US$410 mil por parte da empresa offshore Infinity Trading, pertencente ao empresário, à Franton Interprises, ligada a Ricardo Sérgio.
(1) A dívida de Preciado com o Banco do Brasil foi estimada em US$140 milhões, segundo declarou o próprio devedor. Esta quantia foi convertida em reais tendo-se como base a cotação cambial do período de aproximadamente R$3,2 por um dólar.
(2) As empresas arrematadas foram a Coelba, da Bahia, a Cosern, do Rio Grande do Norte, e a Celpe, de Pernambuco.

* Texto obtido em http://www.viomundo.com.br, de Luiz Carlos Azenha



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