sábado, 17 de novembro de 2012

Movimento que integra a Conam ocupa prédio no centro de São Paulo


15 DE NOVEMBRO DE 2012 - 20H53 

Cerca de 200 pessoas ligadas Movimento de Moradia (MDM) ocuparam na madrugada desta quinta-feira (15), juntamente com outra organização, o Movimento Moradia para Todos (MMPT), um prédio de dez andares na Rua Sete de Abril, 355, região central de São Paulo. Após entrarem no prédio, a Polícia Militar cercou o local e tentou retirar os ocupantes usando gás de pimenta. Mesmo assim, o movimento resistiu e permanece no prédio.


Por Deborah Moreira, da Redação do Vermelho



Imagem da fachada do imóvel ocupado na madrugada de quinta (15)

A polícia deixou o local por volta das 9 horas da manhã. Até o momento do fechamento da matéria os ocupantes permaneciam no local, mas estavam em alerta. Para a grande maioria presente na ação, que aconteceu por volta das 1h30 e durou cerca de 40 minutos, foi a primeira participação em uma ocupação de imóvel promovida por movimentos sociais.

“As primeiras 48 horas após uma ocupação são cruciais. A polícia pode agir em flagrante nas primeiras 24 horas, mas há interpretações diferentes da lei que podem se estender por mais tempo. Por isso ficamos em alerta mais tempo. Já conversamos com um dos proprietários, são sete donos do imóvel, que pediu para retirar seus pertences e já avisou que entrará com reintegração de posse”, declarou Denis Veiga Júnior, advogado do MDM, que faz parte da Confederação Nacional de Associações de Moradores (Conam).

Vermelho conversou por telefone com o proprietário mencionado que se identificou como Eduardo e confirmou a informação. Ele disse, ainda, que o imóvel já havia sido considerado pelo município como Habitação de Interesse Social em 2010 e foi desapropriado. Questionado sobre o porquê de o imóvel estar fechado, sem ocupar espaços, ele contestou: "Temos quatro comércios funcionando na sobreloja e os outros andares precisam de reforma. Temos no quarto e no quinto andares um escritório. Não sei porquê ocupar agora se o imóvel já está nessa situação de desapropriação". 

O movimento encontrou no prédio algumas mesas, cadeiras e papéis de escritório, que deverão ser entregues para o proprietário assim que ele disponibilizar caixas de papelão para serem embalados. Mas, a maior parte da área do prédio está sem utilidade. "Isso caracteriza abandono. Não sabemos há quanto tempo, mas pelo menos há uns 3 anos está desta forma. O proprietário até nos confidenciou que pretendia vender a um grande empreendimento, antes de ser desapropriado. Imóvel vazio, no centro, tem muito mais valor", explicou Denis.

Quando perguntado sobre a venda a especuladores, Eduardo desconversou e pediu para encerrar a conversa. Ele também não respondeu há quanto tempo o imóvel estaria vazio.

Concentrando para ocupar

Eram 22 horas quando as primeiras famílias que iriam participar da ocupação começaram a chegar. O ponto de encontro era o número 176 da Rua Sete de Abril, prédio de 11 andares ocupado pelos movimentos desde o dia 26 de outubro, por cerca de 300 pessoas. Homens, mulheres, idosos e crianças. Mas a maioria é formada por mulheres de todas as idades, casadas, solteiras, com e sem filho, grávidas.

A diarista Maria Regina Miguel, 46 anos, é uma delas. Moradora da zona sul, Maria Regina nunca havia participado de algo semelhante. Ao relatar sua situação, se emociona: “Moro de favor com uma conhecida minha. Mas ela me deu prazo para desocupar a casa. Por isso estou aqui, para eu ter o que é meu, ter o meu canto e não ficar de favor na casa dos outros. Tenho filhos casados, mas moram de aluguel e não podem me ajudar. E ainda tenho dois filhos menores de 10 e 14 anos e uma filha de 18 anos com um neto meu de nove meses. Tenho que confiar que vai dar tudo certo”, disse a faxineira que não tem renda fixa e está movimento há cerca de quatro meses.

Duas mulheres também estavam à frente da operação, organizando as pessoas e explicando a estratégia da ocupação a todos. Somente mochilas leves nas costas eram permitidas de serem levadas. Mochilas e pertences muito volumosos eram deixados (posteriormente eles serão entregues aos donos no novo endereço). 

Uma delas é Nilda Neves, coordenadora geral do MDM. “Não esquenta. Depois todo mundo vai se misturar. Isso aqui é uma ação rápida, sem a gente ver quem é amigo, parente, quem é pai. Agora é ocupar. Depois a gente resolve”, falou Nilda a uma mulher que procurava por conhecidos em meio a ação. Enquanto Nilda dava orientações, a outra mulher fazia a contagem e triagem de quem iria. Pessoas mais idosas e mulheres com crianças pequenas foram mantidas no número 176.

Todos foram organizados em uma espécie de fila nas escadarias para deixar o local juntos, em grupo, no momento da ocupação. Encostada na parede, em pé em um dos degraus da escada que dá acesso aos andares, uma mulher visivelmente apreensiva, de olhos arregalados, esticava o pescoço para alcançar a vista mais adiante. “Estou muito nervosa. É a primeira vez que participo. Mas otimista”, declarou Evanir, 36 anos, que mora no Ipiranga com a família e preferiu não dar detalhes sobre sua situação.

“Pessoal, vamos ocupar um imóvel aqui na rua mesmo. Eu vou ficar na porta, quando falar corre, todo mundo corre atrás de mim. Vamos ver quem corre mais. Não pode correr aqui dentro para não atropelar ninguém, tem criança e gente idosa aqui e tem que ter cuidado nas escadas”, exclamou Nilda, instantes antes da mobilização.

Concorrência

O objetivo inicial do Movimento de Moradia e do MMPT era protagonizar seis ocupações em uma ação seguida da outra, numa só noite, madrugada adentro. No entanto, o mais inesperado fato nesse tipo de mobilização aconteceu: outro movimento social escolheu as mesmas data, horário e região para realizar ocupações. 

Isso fez com que, instantes antes de mobilizar a todos, integrantes saíssem para uma espécie de reunião de emergência para definir novos locais e estratégias. Depois de rodar pelas ruas e avenidas do centro, em dois carros de passeio, o grupo parou e chegou a conclusão que dois locais seriam alvos: o da Sete de Abril e um segundo nas imediações da Avenida São João, cujas pessoas que ocupariam seria transportadas em três carros, fazendo duas viagens cada um, totalizando 24 ocupantes, a maioria homens.

“Não é necessário um grupo maior que isso. É um prédio pequeno, mas pelo jeito teremos muito trabalho porque está em péssimo estado de conservação, não sabemos o que podemos encontrar lá dentro”, declarou um dos integrantes da coordenação do MDM.

Posteriormente, esse segundo prédio acabou não sendo ocupado por conta da grande movimentação feita pelo outro grupo que agiu no mesmo momento, em um prédio próximo ao local, o que acabou chamando a atenção de policiais que patrulhavam o bairro. 

Na hora agá a Polícia

De volta ao 176 da Sete de Abril, todos já estavam sendo organizados para a ocupação do número 355 da mesma rua. No momento em que estavam todos concentrados, prestes a ocupar, um grupo de cerca de 15 pessoas entra no prédio para uma outra reunião rápida para preparar a segunda ocupação. 

Neste instante, enquanto os que chegavam e subiam para os andares superiores, causando tumulto no pequeno hall de entrada do prédio e no início das escadas estreitas, onde muitos se aglomeravam numa fila, dois carros da Polícia Militar estacionaram em frente ao local, o que acabou mudando os planos da equipe temporariamente. 

“Agora ferrou-se. Por causa do outro movimento [que também estava ocupando prédios], eles fizeram muito barulho. Ferrou-se tudo, a polícia está aqui em frente. Tá aqui no prédio e pedindo pra abrir o portão. Tem uma de nós lá conversando com eles pra ver se despista”, disse Nilda ao telefone com outro integrante.

Rapidamente todos que lotavam a portaria, carregados de mochilas, são orientados a subir em silêncio pelas escadas. Tudo para não chamar a atenção. Depois de cerca de 20 minutos, os policiais foram embora e toda a dinâmica para a ação foi restabelecida. Começava efetivamente a ocupação.

Moradia com sustentabilidade

Para a Conam não basta um espaço físico para morar, é preciso ocupar e reaproveitar os espaços que já existem e estão abandonados. A Conam defende a moradia sustentável, que ofereça infraestrutura local como escolas, hospitais, saneamento básico e que contemple a questão da mobilidade urbana. 

“A ocupação é uma oportunidade para muitos conquistarem moradia. Essa é a forma que nós temos para pressionar por esse direito. É preciso proporcionar condições em imóveis como esse abandonado, que devem IPTU, e que pode ser aplicado o IPTU progressivo, previsto pelo estatuto da cidade. Então pra quê construir casa na periferia, longe dos equipamentos sociais, sem infraestrutura adequada, se podemos aproveitar o que já está construído em uma área que tem mais condições”, declarou Bartíria Lima da Costa, presidenta da Conam, presente na ocupação da Sete de Abril, 176, instantes antes da ação.

Bartíria, que também é membro do Conselho Nacional das Cidades, comentou que a eleição de Fernando Haddad (PT) para a Prefeitura da cidade deverá representar um avanço na habitação popular. “Com o governo mais democrático, acredito que terá um olhar mais social. Mas, não é por isso que o movimento está ocupando. Sempre ocupou. Nos últimos anos, temos tido uma repressão muito grande, uma reintegração de posse muito acelerada e muitas das vezes os movimentos são criminalizados, principalmente no estado de são Paulo”, comentou a liderança.

Ela completou lembrando que “não há moradia para famílias com até três salários mínimos porque não dá lucro esperado pelos especuladores”, por isso as construtoras e empresários do setor atendem a demanda acima desse teto. Essa faixa de renda é uma das contempladas pelo programa do governo federal Minha Casa MInha Vida, que beneficiou mais de um milhão de famílias na primeira fase. Agora, o governo pretende ampliar para dois milhões.

Capacitação técnica

Bartíria lembrou que o atual programa habitacional do governo é resultado de uma luta de oito anos que começou com o crédito solidário e com o Fundo Nacional de Habitação e Interesse Social (Finis). “Discutimos todos os critérios com o Ministério das Cidades que vem sendo aperfeiçoado. A expectativa é que se aperfeiçoe, seja mais flexível, para que os movimentos possam acessar os recursos para construções para essas famílias de zero a três salários mínimos”, disse a presidenta da Conam. “Defendemos que elas devem pagar pela moradia, mas pagar um valor justo.”

Para tanto, será necessário que se aperfeiçoe os mecanismos de repasse para sanar as deficiências técnicas. “As entidades não estão tecnicamente preparadas. É uma coisa nova. A autogestão era feita em pequena escala. Com o Minha Casa Minha Vida passamos a ter uma escala maior, é preciso um processo de profissionalização e aprimoramento do processo. Nosso gargalo, além de não termos quem queira construir para quem possui renda de zero a três salários [mínimos], é a falta de terreno em áreas mais centrais. Normalmente os terrenos são afastados e concorremos de igual para igual com as grandes construtoras”, expôs Bartíria.

Um estudo feito pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), divulgado no primeiro semestre de 2012, revelou que 62% das famílias paulistanas não têm condições de comprar uma casa ou apartamento próprio por conta dos valores altos, incompatíveis com a renda, muitas vezes difícil de ser comprovada, altas taxas de juros e escassez de imóveis para a população de baixa renda.

Segundo o levantamento, 33% das famílias brasileiras são sem-teto ou não têm moradia adequada – sem título de propriedade, com paredes feitas de material frágil como papelão, piso de terra e falta de redes de água tratada e esgoto. Já o Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indica que 43% das moradias brasileiras são consideradas inadequadas.

“O que rege o setor é a especulação imobiliária. Com isso, somado à falta de terrenos para construção na cidade, acaba encarecendo as unidades habitacionais. Portanto, as construções horizontais são a alternativa mais utilizada, sempre aproveitando ao máximo os espaços e voltado a famílias com poder aquisitivo maior”, lamentou Bartíria.

Segundo dados de 2009, do Sindicato da Construção Civil, o estado de São Paulo é o que tem maior déficit estadual absoluto, de 1,127 milhão de moradias.

sábado, 9 de junho de 2012

Começa a assembleia da Paz e da solidariedade entre os povos

A 3ª Assembleia Nacional do Cebrapaz foi instalada nesta sexta-feira (8) em São Paulo com um representativo ato político. Compareceram centenas de pessoas, provenientes de todo o país, e uma numerosa delegação da própria capital paulistana. O ato contou com ilustres presenças de representantes diplomáticos, dirigentes políticos e do movimento social

A mesa foi constituída pela presidenta da entidade, Socorro Gomes, o cônsul de Cuba em São Paulo, Lázaro Mendez, da Venezuela, Robert Torrealba, e da Síria, Gassam Obeid; o representante da Frente Polisário de Libertação Nacional (Saara Ocidental), Karin Lagdaf, da Federação Palestina, Emir Mourad, do MST, Joaquim Pinheira, da CTB, Rogério Nunes, da UBM, Simony Mascarenhas, do PCdoB, Ricardo Abreu. Também compuseram a mesa o vereador por São Paulo Jamil Murad, que foi homenageado pelos serviços prestados à luta pela paz, e o senador cearense Inácio Arruda.



Na plenária destacavam-se, entre outras, personalidades da solidariedade internacional e da luta popular: Claude Hajjar, da Fearab, Hassan Awali do PC Libanês, Hassan Abbas, do Partido Baath Sírio, Abdo Hamid, do Centro Cultural Árabe Sírio, Carmelo Munhoz, da Associação dos Bolivianos, Leo Ramirez, da Associação dos Paraguaios Japayke, Pedro Bocca, da Consulta Popular, Nádia Campeão, presidente estadual do PCdoB (SP), Vander Geraldo, presidente municipal do PCdoB na capital paulistana, Orlando Silva, ex-ministro do Esporte.
A assembleia recebeu mensagens de congratulações de Ruy Falcão, presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Márcia Campos, presidenta da Federação Mundial Democrática de Mulheres, do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, do embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Al Zeben, do Conselho pela Paz do Vietnã, do Movimento Mexicano pela Paz e o Desenvolvimento, do Conselho da Paz dos Estados Unidos, do deputado estadual (SP) Pedro Bigardi, da Associação de Pós-graduandos (ANPG), do Centro Barão de Itararé, de Michel Collon, jornalista internacional e ativista pela paz na Bélgica, e da senadora colombiana Piedad Córdoba, coordenadora do Movimento Colombianos e Colombianas pela Paz

“O imperialismo será derrotado”


“Esta é uma luta difícil, mas que tem muito de humanismo”, disse Socorro Gomes, presidenta da entidade, ao saudar os participantes. “Cuba, baluarte da luta pela soberania nacional e da luta pela paz, tem enfrentado o ódio, o preconceito e o bloqueio criminoso do imperialismo estadunidense e tem mantido bem alto a luta pela edificação do socialismo. A República Bolivariana da Venezuela, irmã na luta anti-imperialista, e seu líder Hugo Chávez sofrem ameaças, tentativas de golpe e de magnicídio, mas mantêm a solidariedade e a construção da integração independentista, soberana e solidária com os povos da América Latina. Ganha relevo nos dias de hoje a luta pela construção do Estado da Pelestina Já, povo heroico, combatendo o sionismo e o imperialismo estadunidense. Este povo tem nossa solidariedade irrestrita”, disse Socorro ao mencionar os países que têm recebido o apoio do Cebrapaz.
Socorro expôs os objetivos da assembleia: “Aqui estamos unidos com um só objetivo – lutar contra as guerras, forjar uma grande união pela paz. Reunimo-nos na 3ª Assembleia Nacional do Cebrapaz no mesmo momento em que a maior potência imperialista do planeta, os Estados Unidos, e seus cúmplices, as potências europeias da Otan, fazem rufar os tambores de guerra contra a nação síria. As potências imperialistas alargam seu poder militar e reforçam a Otan que há poucos dias, em sua cúpula realizada em Chicago, consolidou sua concepção de ser uma máquina de guerra para atacar os povos em todo o mundo”, acentuou.
Socorro destacou ainda que esta assembleia expressa a determinação dos ativistas do Cebrapaz de cumprir um importante dever: fortalecer a corrente dos lutadores pela paz e denunciar os promotores da guerra, os quais em uma ofensiva belicista inaudita avançam contra os povos.
“Não somos indiferentes aos crimes de lesa-humanidade que o imperialismo norte-americano e seus aliados têm cometido, estamos determinados a intensificar e aprofundar nossa organização e nossa luta”, disse Socorro.
Porém, a visão do Cebrapaz não é pessimista, na opinião de sua presidenta: “Também se intensifica a luta dos povos, a resistência e a unidade. O Cebrapaz tem se somado a outras organizações do Brasil, da América Latina e do mundo na denúncia aos promotores da guerra e na construção da solidariedade aos povos em luta e no fortalecimento da paz. Juntos somos fortes, juntos seremos ainda mais . Apesar de o imperialismo e seus aliados, com suas máquinas de guerra, esparramarem o terror pelo mundo, ele não é invencível. Será derrotado pela luta dos povos”.
A presidenta do Cebrapaz deteve-se especialmente na ofensiva do imperialismo contra a Síria. Ela contou a viagem que fez a essa nação árabe em abril último, integrando uma comitiva conjunta do Conselho Mundial da Paz com a Federação Mundial da Juventude Democrática.
“Este país está sob cerco e agressão há mais de um ano por parte das potências imperialistas. Mentiras, falsidades e infâmias fazem parte da estratégia de agressão. O povo sírio causou-me grande admiração. É um povo afável, com muitas religiões convivendo pacificamente entre si.
 
 
O imperialismo está querendo passar a mentira por verdade, financia hordas de assassinos, pistoleiros, mercenários pagos para matar, querem cercar o governo legítimo de Bashar Assad para destruir um Estado nacional que resiste e não aceita que Israel destrua os povos e nações árabes. Nosso maior dever agora é a solidariedade à Síria e a denúncia dos bandidos que a querem atacar, pois há um comando internacional criminoso determinado a destruir o país. Por isso, neste momento nosso coração bate com o povo sírio”, encerrou, arrancando o entusiasmado aplauso da plenária.





Uma só luta




"Entendemos que a luta dos povos está entrelaçada com a luta da classe trabalhadora, almejamos uma sociedade solidária com direitos iguais para os que trabalham e todos os povos. A CTB participa de várias iniciativas de solidariedade internacional e participou recentemente da Marcha Patriótica na Colômbia”, afirmou o representante da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Rogério Nunes.
Por sua vez, Joaquim Pinheira, do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), disse que o movimento está ao lado do Cebrapaz há bastante tempo, construindo importantes atividades de denúncia e solidariedade. “Trazemos o abraço amigo do MST ao Cebrapaz, este instrumento fundamental de luta”. Joaquim lembrou que em Porto Alegre, durante as atividades do Fórum Social Mundial, foi importante a denúncia que o Cebrapaz fez em relação ao que ocorre na América Latina, principalmente o massacre e a chacina na Colômbia, a denúncia contra as bases militares dos Estados Unidos, sobretudo a base de Guantânamo em Cuba.
Finalizou destacando o papel da entidade: “Desde o nascimento do Cebrapaz temos percebido quão importante é esse instrumento e esse espaço para buscarmos conjuntamente saídas construindo ações de solidariedade com os povos em luta. É enorme a contribuição do Cebrapaz na luta por uma sociedade solidária. Para o MST é uma honra estrar aqui”.
Simony Mascarenhas, da União Brasileira de Mulheres (UBM) disse que Socorro Gomes é “a nossa maior referência na luta em defesa dos povos e por sua libertação”. A militante feminista informou que a UBM desde sua fundação luta pela emancipação dos povos, pela solidariedade internacional. Nesse sentido – destacou – “temos grande identidade com o Cebrapaz”. Segundo Simony, a UBM apoia a luta para fazer da América Latina e o Caribe uma região de paz, contra as bases militares estrangeiras. Ela lembrou que um dos lemas do 15º Congresso da FDIM, realizado no mês de abril em Brasília, foi “Mulheres de todo o mundo construindo a paz”.
Emir Mourad, da Fepal, declarou que o Cebrapaz foi recebido com muito entusiasmo na Palestina e agradeceu o apoio que a entidade dá à luta desse heroico povo. Também a Frente Polisário, através de seu representante do Brasil, Karin Lagdaf, testemunhou a solidariedade do Cebrapaz com a luta do povo saarauí.

Sem paz não há desenvolvimento

O vereador Jamil Murad, um dos fundadores do Cebrapaz, homenageado durante a solenidade, disse que a mesa do ato de abertura da Assembleia do Cebrapaz por si só diz o que é a entidade – representativa e internacionalista. “O Cebrapaz é uma entidade extraordinária porque dá sequência ao sentimento do povo brasileiro em favor da paz.”
Nesse mesmo sentido opinou o secretário de Relações Internacionais do PCdoB, Ricardo Abreu. Ele lembrou que o partido tem uma enorme tradição na luta pela paz e na solidariedade aos povos, como destacamento integrante do Movimento Comunista Internacional, que sempre teve uma grande identidade com a causa internacionalista e a causa da paz mundial, desde o Manifesto Comunista de Marx e Engels.
Roberto Torrealba, cônsul da Venezuela, destacou que em 13 anos de Revolução Bolivariana, “conhecemos o valor da paz e da luta pela paz, temos conhecido as agressões, a calúnia e a violência”. O cônsul lembrou a importância da batalha política das eleições presidenciais de 7 de outubro próximo. Segundo informou, o presidente Hugo Chávez lançará sua candidatura à reeleição na próxima segunda-feira (11). “Reafirmamos a solidariedade com os povos em luta”, finalizou Torrealba.
Lázaro Mendez, cônsul de Cuba, afirmou que sentia-se honrado por representar seu país na assembleia do Cebrapaz. “Maio foi um mês que testemunhou o trabalho do Cebrapaz na solidariedade a Cuba, se realizou a maioria das convenções de solidariedade a Cuba e a nacional, em Salvador, Bahia, nas quais o papel do Cebrapaz foi enorme”. Para Lázaro Mendez, a luta pela paz não é só a luta contra a guerra mas é também a luta contra a fome, contra o analfabetismo, contra a ignorância, por mais saúde para o povo. Mendez lembrou que Cuba é solidária com todos os povos em luta e também depositária da solidariedade destes e reafirmou que no processo de atualização do modelo econômico cubano o objetivo é aperfeiçoar o socialismo. “O Cebrapaz tem em Cuba um aliado sempre presente”, disse Mendez ao desejar sucesso ao encontro.
“Esta assembleia é uma conquista, um grande acerto de nossa politica para que possamos no nosso país continental compreender bem a luta dos povos pela autodeterminação, para denunciar e impedir a ação do imperialismo, disse o senador comunista Inácio Arruda. Para ele, “sem paz não haverá desenvolvimento”. Inácio destacou a contribuição do Cebrapaz para a luta dos povos a fim de que se libertem das amarras do imperialismo.



Síria: “A paz esteja convosco”


O último orador foi o cônsul da Síria, Gassam Odeid, que recebeu a calorosa solidariedade dos presentes à luta de seu país e seu povo contra as agressões de que têm sido vítima. Emocionado, disse que não tinha palavras para retribuir “as lindas palavras de Socorro Gomes sobre a Síria e o sofrimento do povo sírio, sob ataque do imperialismo e o terrorismo internacional , do terrorismo de Estado praticado pelo imperialismo norte-americano e seus aliados da Europa e alguns países árabes”. Odeid denunciou a “falsificação dos acontecimentos que ocorrem na Síria”, referindo-se ao papel da mídia, principalmente a Al Jazeera, do Catar, e a Al Arabiya, da Arábia Saudita. O cônsul sírio disse que seu povo está enfrentando grupos armados apoiados de fora com armas americans e israelenses. “Esses grupos cometem crimes e querem derrubar o governo, para impor o modelo político deles à Síria”, asseverou. Enérgico no tratamento dos inimigos da Síria, Odeid afirmou categoricamente: “A Otan é uma organização terrorista”. Encerrou dizendo que a primeira saudação em árabe é “A Paz esteja convosco”. “É o que desejo para o povo brasileiro assim como para o povo sírio, agradecendo a ajuda do Cebrapaz e do povo brasileiro para que a paz volte à Síria”, finalizou.
“A terra nos é estreita”

Os versos do maior poeta palestino, Mahmud Darwich, recitados por Paulo, do Bibliaspa, fizeram os presentes refletirem na estreita opressão imposta pelo imperialismo aos povos e nos amplos caminhos que estes têm a percorrer.
Em sete anos de existência, o Cebrapaz tem se consolidado como um polo da luta anti-imperialista no Brasil e América Latina, protagonizando a luta contra as bases militares estrangeiras na região e atuando destacadamente no Conselho Mundial da Paz.
O Cebrapaz tem sido intérprete de um sentimento difuso na sociedade brasileira em favor da paz, contra as guerras de agressão perpetradas pelo imperialismo estadunidense e a Otan, em defesa da soberania nacional e autodeterminação dos povos. Desde a sua última assembleia nacional, realizada em julho de 2009 no Rio de Janeiro, foram inúmeras as atividades nessa direção. Durante o sábado os representantes dos núcleos estaduais e os membros da direção nacional que cumpriu o mandato de 2009 a 2012 farão o balanço desta

atividade e projetarão o futuro.



Da redação do Vermelho

terça-feira, 29 de maio de 2012

Monotrilho uma boa opção para cidade de São Paulo

Imagens divulgadas pelo Metrô recebem críticas de especialistas; para eles, obra da Linha 17-Ouro pode desvalorizar imóveis


23 de abril de 2012
22h 50

Notícia

Adriana Ferraz - O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - Uma viagem a 18,5 metros de altura, a até 80 km/h. Segundo imagens divulgadas pelo Metrô, o trecho mais elevado do monotrilho da Linha 17-Ouro terá altura de um prédio de seis andares e passará sobre a Ponte do Morumbi, na Marginal do Pinheiros. O trajeto total terá 17,9 quilômetros e ligará o bairro ao Aeroporto de Congonhas, na zona sul.

DivulgaçãoImagem do projeto do monotrilho no trecho Marginal Pinheiros - Panamby

Imagem do projeto do monotrilho no trecho Marginal Pinheiros - Panamby. - Divulgação

Após cruzar o rio e a linha férrea da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), a altura dos pilares será reduzida para 14 metros, em média, mas deve voltar a oscilar durante o restante do percurso, especialmente no cruzamento com avenidas e viadutos existentes.
Nas imagens divulgadas pela empresa é possível visualizar, por exemplo, as intervenções previstas na Avenida Jornalista Roberto Marinho. O monotrilho passará por baixo da alça de acesso da Ponte Octavio Frias de Oliveira, a estaiada da Marginal do Pinheiros, e por cima dos viadutos localizados nos cruzamentos com as Avenidas Santo Amaro e Vereador José Diniz.
Toda essa região, que corta os bairros de Campo Belo, Brooklin e Jardim Aeroporto, é palco hoje de lançamentos imobiliários de alto padrão, com apartamentos avaliados em mais de R$ 2 milhões. Com a chegada do monotrilho, os imóveis correm o risco de perder valor.
Segundo Antonio Claudio Fonseca, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do Mackenzie, quanto mais próxima estiver a estrutura do edifício, pior será o efeito. "Isso deve ocorrer, por exemplo, na chegada ao Aeroporto de Congonhas pela Avenida Washington Luís. Ali, segundo mostram as imagens do Metrô, os pilares não ficarão no canteiro central, mas na lateral da via, bem perto dos prédios."
Fonseca ainda cita outras soluções preocupantes do ponto de vista urbanístico. "São os cruzamentos da nova linha com viadutos já existentes, como a ponte estaiada. Serão muitos componentes juntos."
Obras. Em construção desde o dia 1.º de abril, a Linha 17-Ouro já interdita uma faixa de 400 metros da Avenida Jornalista Roberto Marinho, no sentido Marginal do Pinheiros. Ao longo do trecho, 110 imóveis serão desapropriados para permitir a construção da linha, que terá 18 estações. Na lista há terrenos comerciais e residenciais espalhados pela Avenida Jorge João Saad e pelas Ruas Senador Otávio Mangabeira e Doutor Flávio Américo Maurano, na região do Morumbi, além de áreas localizadas na região do Jabaquara.
Segundo o governo estadual, a primeira fase - com 7,7 km - deve ser entregue em 2014, a tempo de atender os turistas que desembarcarem em São Paulo para a Copa do Mundo. O trecho ligará o Aeroporto de Congonhas à Estação Morumbi, da Linha 9-Esmeralda da CPTM.
Para Kazuo Nakano, arquiteto e urbanista do Instituto Pólis, o impacto paisagístico talvez nem seja o mais grave, mas a funcionalidade do projeto. "O monotrilho é usado hoje em lugares menores, como em aeroportos, não em ambiente metropolitano. Com um grande número de viagens e de passageiros, como o monotrilho vai se comportar? Se já estamos vendo um grande número de problemas nas linhas do metrô e da CPTM, como será com o monotrilho?", questiona. / COLABOROU RODRIGO BRANCATELLI

matéria do site:http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,a-18-metros-de-altura-monotrilho-do-morumbi-deve-operar-a-ate-80-kmh,864551,0.htm

Prefeitura abre consulta para nova rodoviária na Vila Sônia

segunda-feira, 16 de abril de 2012

São Paulo deve ganhar duas novas rodoviárias, na Vila Sônia, na Zona Sul de SP, e em Itaquera, na Zona Leste de SP, além de três terminais urbanos.



No mesmo pacote viário, cuja consulta pública foi aberta ontem, também está prevista a construção de sete corredores de ônibus, totalizando 68,5 km. De acordo com a Prefeitura, as licitações serão divulgadas nas próximas semanas.
A estação rodoviária da Vila Sônia será erguida na Rua Heitor dos Prazeres, entre as Avenida Professor Francisco Morato, Eliseu de Almeida e Coronel. Otaviano da Silveira, próximo da estação da Linha 4-Amarela do Metrô. Segundo a Secretaria Municipal de Transportes, o novo terminal terá 8 mil m² e receberá linhas intermunicipais vindas das Rodovias Régis Bittencourt, Raposo Tavares e Rodoanel.
Parte da infraestrutura prevista para a Copa do Mundo de 2014, a nova rodoviária de Itaquera será construída na Rua Doutor Luís Aires, próximo à estação Corinthians-Itaquera do Metrô. A obra atenderá o público vindo de Belo Horizonte, Vale do Paraíba e Litoral Norte.
A Zona Sul ganhará dois terminais urbanos, um na Estrada do M’Boi Mirim, no Jardim Ângela, próximo ao hospital municipal, e o outro em Parelheiros, na Avenida Sadamu Inoue próximo da saída para o Rodoanel Mário Covas. O terceiro terminal será feito em Perus, na Zona Oeste, entre os viadutos Mora e Ulisses Guimarães.



Fonte: Diário de S. Paulo

Kassab entrega 94 apartamentos no Residencial Real Parque II

Até junho de 2012, mais 143 famílias devem receber novos imóveis na região, totalizando 377 unidades habitacionais

Por: Panorama Brasil

São Paulo


O prefeito Gilberto Kassab entregou neste domingo (20) 94 unidades habitacionais no Residencial Real Parque II, no Morumbi. A mudança das famílias inaugura o segundo conjunto habitacional entregue pela Prefeitura no local. Iniciado em 2010 e com previsão para ser concluído em março de 2013, o projeto prevê a eliminação de áreas de risco com a construção de 1.135 unidades habitacionais. Cerca de 6 mil pessoas serão beneficiadas diretamente com as obras.
"Uma série de famílias, que viviam aqui em situação totalmente inadequada, voltam hoje a esse local para viver com dignidade. É muito gratificante quando se chega ao final de um projeto. Em pouco tempo nós iremos concluir a implantação dessas unidades, cumprindo uma missão muito importante aqui na região", afirmou Kassab.
Em dezembro de 2011, foram entregues as primeiras 140 unidades do conjunto residencial. Parte das famílias contempladas havia perdido tudo em um incêndio na comunidade. Até junho de 2012, mais 143 famílias devem se mudar para a região, totalizando 377 unidades ocupadas até o fim do primeiro semestre deste ano. O investimento total no Real Parque é de cerca de R$ 140 milhões, sendo que parte desse valor é proveniente da Operação Urbana Faria Lima.
"Hoje é um dia de muita alegria. Felizmente não será o único, porque em um mês nós teremos a conclusão de mais uma obra. Portanto, nós iremos, a passos muito rápidos, criar uma boa condição para o bairro e a todos que moram aqui", disse o secretário municipal de Habitação, Ricardo Pereira Leite.
O Residencial Real Parque II tem 94 unidades habitacionais distribuídas em três blocos. Cada apartamento tem 50 m², com dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro, área de serviço e sacada. As novas moradias são destinadas às famílias que já residiam na área.
Os apartamentos contam com infra-estrutura completa. Foram implantadas redes de água, esgoto e drenagem, ruas e espaços de lazer, que receberam iluminação e paisagismo dentro do projeto de urbanização. Todos os blocos contam com hidrantes, extintores, alarme de incêndio, luzes de emergência na área de circulação de todos os andares e sistema de gás encanado.
A urbanização da área inclui ainda a criação de boxes comerciais, a revitalização dos conjuntos habitacionais já existentes na área e a construção de um parque e uma creche.
Também participaram da entrega dos apartamentos o secretário municipal Desenvolvimento Urbano, Miguel Bucalem, e a secretária-adjunta de Habitação, Elizabete França

 


Foram entregues 94 unidades habitacionais para moradores da região

matéria retirada do site:

SOS Juventude Real Parque clip turma

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Chapa apoiada pela CTB vence com ampla vantagem eleições no Hospital das Clínicas de SP

16/01/2012 . As eleições da ASHC – Associação dos Servidores do Hospital da Clinicas que aconteceram nos dias 12 e 13, teve a chapa 1 encabeçada por Gerson Batista como a grande vencedora.
Com 51% dos votos válidos, soma maior que as concorrentes, chapa 2, com 23% encabeçada por Cilésia do PAMB e chapa 3, com 26% encabeçada por Serginho do InCor.

As eleições ocorreram em todos os institutos do complexo do Hospital das Clínicas de São Paulo, ICR - Instituto das Crianças, ICHC- Instituto Central do Hospital das Clínicas, IPQ - Instituto de Psiquiatria, IRAD - Instituto de Radiologia, LIM – Laboratório de Investigação, InCor - Instituto do Coração, e no PAMB - Prédio dos Ambulatórios.
A disputa mais acirrada ficou para o 2º lugar e quase acabou empatada, pois a chapa 3 de Serginho do InCor teve uma pequena vantagem sobre a chapa 2 de Cilésia do PAMB. Folhetos apócrifos espalhados nos dias da eleição não tiveram nenhuma influência na apuração dos votos e o resultado das eleições.
A chapa 1, vencedora do pleito, tinha o maior número de novos candidatos e novas lideranças, caracterizando uma nova reformulação nos quadros de dirigentes da Associação dos Servidores do Hospital das Clínicas de São Paulo.



Portal CTB

domingo, 8 de janeiro de 2012

Moradores reclamam de 'casa de barro' feita pelo governo de SP

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GABRIELA YAMADA

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA DE RIBEIRÃO PRETO

Toda vez que chove, a autônoma Leandra Aparecida Pereira, 31, e os três filhos já sabem: os móveis têm que ser arrastados e os rodos devem estar por perto.
Desde que se mudaram para uma casa popular no Jardim Santa Bárbara, em Franca (SP), há oito meses, o problema é o mesmo: a água escorre do forro e desce pelas paredes de todos os cômodos.
Falha em casas entregues pelo governo de SP dá renda extra a pintor

Dirigente nega conflito na Habitação em São Paulo

Alckmin 'entregou' 442 casas que continuam vazias

Casas entregues há 7 dias por Alckmin já têm problemas
Cosmiro Leonardo dos Santos mostra infiltrações em sua casa, em Franca (SP)

Márcia Ribeiro/Folhapress



Cosmiro Leonardo dos Santos mostra infiltrações em sua casa, em Franca (SP)
A mesma situação é vivida por todos os 15 moradores ouvidos pela Folha anteontem.
As casas, entregues pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) a 72 famílias em maio do ano passado, ficam em uma área sem asfalto.
Segundo o governo, a empreiteira tem a obrigação de monitorar as obras pelos 90 dias seguintes à entrega para reparar falhas. Em Franca, os moradores disseram ter reclamado à construtora logo após receber os imóveis, mas não houve correção.
A reportagem constatou goteiras, rachaduras, trincas, vazamentos, pias soltas, umidade e bolor nas paredes, forro solto e até a falta de muros de arrimo. "Fizeram casas de barro e nós estamos pagando. É uma falta de respeito", afirmou a sapateira Rosimary Cruz de Souza, 39.
O autônomo Cosmiro Leonardo dos Santos, 42, disse que pensa em voltar a morar em seu antigo barraco de tábua, no Jardim Cambuí.
"Onde eu morava era muito melhor. Não tinha água, mas também não tinha vazamento, piso solto", afirmou.
Na quadra em que mora, na rua Maura da Silva Santana, todas as casas ficam alagadas durante a chuva.

RIBEIRÃO

O drama dos moradores de Franca é semelhante ao vivido por quem se mudou para o Paulo Gomes Romeo, em Ribeirão Preto, há 11 meses.
A reportagem percorreu 23 casas da primeira etapa do conjunto e, em 20 delas, foram constatados ao menos um problema. Todas têm rachaduras e infiltrações e em nenhuma as janelas fecham.



Pela falta de segurança, a auxiliar de cozinha Clarinda Duarte Rosa, 51, pediu demissão para cuidar da filha. "Já tentaram entrar em casa três vezes", afirmou.
A dona de casa Cristiana Camargo, 30, improvisou um balde embaixo da pia da cozinha por causa de vazamentos desde a mudança.
No banheiro da casa do vigilante José Bento Ramos, 53, a água escorre para o corredor, em vez do ralo. "Tem que tomar banho usando o rodo", afirmou. O mesmo problema ocorre em outras cinco casas.

OUTRO LADO

Dono da Emes Construtora Ltda., responsável pela construção do conjunto habitacional em Franca, Mauro Marco Moreira confirmou haver problemas nas casas e disse que a construtora procura solução para o problema.
Segundo ele, o caso do infiltramento foi repassado à CDHU. "As telhas são de boa qualidade, mas quando chove a água infiltra e se esparrama pelo forro", afirmou.
Ele disse que enquanto busca uma solução técnica, a construtora aguarda trâmite legal sobre o pagamento dos custos para os consertos.
Questionado sobre os outros problemas, ele afirmou que mantém uma equipe à disposição dos moradores.

CROMA

Já Carlos Querido, responsável pelas obras do conjunto de Ribeirão Preto na construtora Croma, foi procurado para falar sobre os problemas flagrados pela Folha na primeira etapa do Paulo Gomes Romeo e não foi encontrado.
Sobre a segunda etapa do conjunto, que foi entregue no último dia 28 e que também tem problemas, ele disse na última terça-feira que em 20 dias os problemas seriam resolvidos.
Por meio da assessoria de imprensa, a CDHU informou que todos os imóveis são vistoriados na presença dos mutuários e os problemas são sanados pelas construtoras.

Ainda de acordo com o órgão, por lei, elas oferecem garantia de cinco anos.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Médicos cubanos no Haiti deixam o mundo envergonhado

Eles são os verdadeiros heróis do desastre do terremoto no Haiti, a catástrofe humana na porta da América, a qual Barack Obama prometeu uma monumental missão humanitária dos EUA para aliviar. Esses heróis são da nação arqui-inimiga dos Estados Unidos, Cuba, cujos médicos e enfermeiros deixaram os esforços dos EUA envergonhados.
Uma brigada de 1.200 médicos cubanos está operando em todo o Haiti, rasgado por terremotos e infectado com cólera, como parte da missão médica internacional de Fidel Castro, que ganhou muitos amigos para o Estado socialista, mas pouco reconhecimento internacional.
Observadores do terremoto no Haiti poderiam ser perdoados por pensar operações de agências de ajuda internacional e por os deixarem sozinhos na luta contra a devastação que matou 250.000 pessoas e deixou cerca de 1,5 milhões de desabrigados. De fato, trabalhadores da saúde cubanos estão no Haiti desde 1998, quando um forte terremoto atingiu o país. E em meio a fanfarra e publicidade em torno da chegada de ajuda dos EUA e do Reino Unido, centenas de médicos, enfermeiros e terapeutas cubanos chegaram discretamente. A maioria dos países foi embora em dois meses, novamente deixando os cubanos e os Médicos Sem Fronteiras como os principais prestadores de cuidados para a ilha caribenha.
Números divulgados na semana passada mostram que o pessoal médico cubano, trabalhando em 40 centros em todo o Haiti, tem tratado mais de 30.000 doentes de cólera desde outubro. Eles são o maior contingente estrangeiro, tratando cerca de 40% de todos os doentes de cólera. Um outro grupo de médicos da brigada cubana Henry Reeve, uma equipe especializada em desastre e em emergência, chegou recentemente, deixando claro que o Haiti está se esforçando para lidar com a epidemia que já matou centenas de pessoas.
Desde 1998, Cuba treinou 550 médicos haitianos gratuitamente na Escola Latinoamericana de Medicina em Cuba (Elam), um dos programas médicos mais radicais do país. Outros 400 estão sendo treinados na escola, que oferece ensino gratuito – incluindo livros gratuitos e um pouco de dinheiro para gastar – para qualquer pessoa suficientemente qualificada e que não pode pagar para estudar Medicina em seu próprio país.
John Kirk é um professor de Estudos Latino-Americanos na Universidade Dalhousie, no Canadá, que pesquisa equipes médicas internacionais de Cuba. Ele disse: “A contribuição de Cuba, como ocorre agora no Haiti, é o maior segredo do mundo. Eles são pouco mencionados, mesmo fazendo muito do trabalho pesado.”.Esta tradição remonta a 1960, quando Cuba enviou um punhado de médicos para o Chile, atingido por um forte terremoto, seguido por uma equipe de 50 a Argélia em 1963. Isso foi apenas quatro anos depois da Revolução.
Os médicos itinerantes têm servido como uma arma extremamente útil da política externa e econômica do governo, gahando amigos e favores em todo o globo. O programa mais conhecido é a “Operação Milagre”, que começou com os oftalmologistas tratando os portadores de catarata em aldeias pobres venezuelanos em troca de petróleo. Esta iniciativa tem restaurado a visão de 1,8 milhões de pessoas em 35 países, incluindo o de Mario Terán, o sargento boliviano que matou Che Guevara em 1967.
A Brigada Henry Reeve, rejeitada pelos norteamericanos após o furacão Katrina, foi a primeira equipe a chegar ao Paquistão após o terremoto de 2005, e a última a sair seis meses depois.
A Constituição de Cuba estabelece a obrigação de ajudar os países em pior situação, quando possível, mas a solidariedade internacional não é a única razão, segundo o professor Kirk. “Isso permite que os médicos cubanos, que são terrivelmente mal pagos, possam ganhar dinheiro extra no estrangeiro e aprender mais sobre as doenças e condições que apenas estudaram. É também uma obsessão de Fidel e ele ganha votos na ONU.”
Um terço dos 75 mil médicos de Cuba, juntamente com 10.000 trabalhadores de saúde, estão atualmente trabalhando em 77 países pobres, incluindo El Salvador, Mali e Timor Leste. Isso ainda deixa um médico para cada 220 pessoas em casa, uma das mais altas taxas do mundo, em comparação com um para cada 370 na Inglaterra.Onde quer que sejam convidados, os cubanos implementam o seu modelo de prevenção com foco global, visitando famílias em casa, com monitoração proativa de saúde materna e infantil. Isso produziu “resultados impressionantes” em partes de El Salvador, Honduras e Guatemala, e redução das taxas de mortalidade infantil e materna, redução de doenças infecciosas e deixando para trás uma melhor formação dos trabalhadores de saúde locais, de acordo com a pesquisa do professor Kirk.
A formação médica em Cuba dura seis anos – um ano mais do que no Reino Unido – após o qual todos trabalham após a graduação como um médico de família por três anos no mínimo. Trabalhando ao lado de uma enfermeira, o médico de família cuida de 150 a 200 famílias na comunidade em que vive.
Este modelo ajudou Cuba a alcançar alguns índices invejáveis de melhoria em saúde no mundo, apesar de gastar apenas $ 400 (£ 260) por pessoa no ano passado em comparação com $ 3.000 (£ 1.950) no Reino Unido e $ 7.500 (£ 4,900) nos EUA, de acordo com Organização para a Cooperação Econômica e Desenvolvimento.
A taxa de mortalidade infantil, um dos índices mais confiáveis da saúde de uma nação, é de 4,8 por mil nascidos vivos – comparável com a Grã-Bretanha e menor do que os EUA. Apenas 5% dos bebês nascem com baixo peso ao nascer, um fator crucial para a saúde a longo prazo, e a mortalidade materna é a mais baixa da América Latina, mostram os números da Organização Mundial de Saúde.
As policlínicas de Cuba, abertas 24 horas por dia para emergências e cuidados especializados, é um degrau a partir do médico de família. Cada uma prevê 15.000 a 35.000 pacientes por meio de um grupo de consultores em tempo integral, assim como os médicos de visita, garantindo que a maioria dos cuidados médicos são prestados na comunidade.
Imti Choonara, um pediatra de Derby, lidera uma delegação de profissionais de saúde internacionais, em oficinas anuais na terceira maior cidade de Cuba, Camagüey. “A saúde em Cuba é fenomenal, e a chave é o médico de família, que é muito mais pró-ativo, e cujo foco é a prevenção. A ironia é que os cubanos vieram ao Reino Unido após a revolução para ver como o HNS [Serviço Nacional de Saúde] funcionava. Eles levaram de volta o que viram, refinaram e desenvolveram ainda mais, enquanto isso estamos nos movendo em direção ao modelo dos EUA “, disse o professor Choonara.
A política, inevitavelmente, penetra muitos aspectos da saúde cubana. Todos os anos os hospitais produzem uma lista de medicamentos e equipamentos que têm sido incapazes de acesso por causa do embargo americano, o qual que muitas empresas dos EUA de negociar com Cuba, e convence outros países a seguir o exemplo. O relatório 2009/10 inclui medicamentos para o câncer infantil, HIV e artrite, alguns anestésicos, bem como produtos químicos necessários para o diagnóstico de infecções e órgãos da loja. Farmácias em Cuba são caracterizados por longas filas e estantes com muitos vazios. Em parte, isso se deve ao fato de que eles estocam apenas marcas genéricas.
Antonio Fernandez, do Ministério da Saúde Pública, disse: “Nós fazemos 80% dos medicamentos que usamos. O resto nós importamos da China, da antiga União Soviética, da Europa – de quem vender para nós – mas isso é muito caro por causa das distâncias.”
Em geral, os cubanos são imensamente orgulhosos e apóiam a contribuição no Haiti e outros países pobres, encantados por conquistar mais espaço no cenário internacional. No entanto, algumas pessoas queixam-se da espera para ver o seu médico, pois muitos estão trabalhando no exterior. E, como todas as commodities em Cuba, os medicamentos estão disponíveis no mercado negro para aqueles dispostos a arriscar grandes multas se forem pegos comprando ou vendendo.
As viagens internacionais estão além do alcance da maioria dos cubanos, mas os médicos e enfermeiros qualificados estão entre os proibidos de deixar o país por cinco anos após a graduação, salvo como parte de uma equipe médica oficial.
Como todo mundo, os profissionais de saúde ganham salários miseráveis em torno de 20 dólares (£ 13) por mês. Assim, contrariamente às contas oficiais, a corrupção existe no sistema hospitalar, o que significa que alguns médicos e até hospitais, estão fora dos limites a menos que o paciente possa oferecer alguma coisa, talvez almoçar ou alguns pesos, para tratamento preferencial.
Empresas internacionais de Cuba na área da saúde estão se tornando cada vez mais estratégicas. No mês passado, funcionários mantiveram conversações com o Brasil sobre o desenvolvimento do sistema de saúde pública no Haiti, que o Brasil e a Venezuela concordaram em ajudar a financiar.
A formação médica é outro exemplo. Existem atualmente 8.281 alunos de mais de 30 países matriculados na Elam, que no mês passado comemorou o seu 11 º aniversário. O governo espera transmitir um senso de responsabilidade social para os alunos, na esperança de que eles vão trabalhar dentro de suas próprias comunidades pobres pelo menos cinco anos.
Damien Joel Soares, 27 anos, estudante de segundo ano de New Jersey, é um dos 171 estudantes norte-americanos; 47 já se formaram. Ele rejeita as alegações de que Elam é parte da máquina de propaganda cubana. “É claro que Che é um herói, mas aqui isso não é forçado garganta abaixo.”
Outros 49.000 alunos estão matriculados no “Novo Programa de Formação de Médicos Latino-americanos”, a ideia de Fidel Castro e Hugo Chávez, que prometeu em 2005 formar 100 mil médicos para o continente. O curso é muito mais prático, e os críticos questionam a qualidade da formação.
O professor Kirk discorda: “A abordagem high-tech para as necessidades de saúde em Londres e Toronto é irrelevante para milhões de pessoas no Terceiro Mundo que estão vivendo na pobreza. É fácil ficar de fora e criticar a qualidade, mas se você está vivendo em algum lugar sem médicos, ficaria feliz quando chegasse algum.”

Há nove milhões de haitianos que provavelmente concordariam
 
matéria retirada...do site pragamatismo político

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Prefeitura entrega 140 apartamentos no Real Parque

Fábio Arantes



Unidades habitacionais inauguradas são as primeiras de 1.135 previstas pelo Programa de Urbanização de Favelas




Residencial Real Parque


O prefeito de São Paulo entregou neste domingo (18) as 140 unidades habitacionais no Real Parque, na Zona Sul de São Paulo. O Residencial Real Parque I está inserido no Programa de Urbanização de Favelas da Prefeitura, que prevê no total a construção de 1.135 apartamentos no local. Pela primeira vez na cidade de São Paulo, foram utilizados recursos de uma Operação Urbana, no caso, a Faria Lima, para a construção de habitação de interesse social.
“As transformações foram extraordinárias. O que era uma favela, com um grupo de pessoas morando em condição quase desumana, agora é um condomínio, com todos vivendo com muita dignidade, sendo atendidos por equipamentos públicos”, afirmou o prefeito.
Neste domingo, o prefeito visitou o novo lar de Maria da Conceição Ferreira, 62 anos, que mora há 20 anos no Real Parque. “Sou viúva e ainda trabalho como diarista. Mas agora tenho um lugar confortável para descansar quando eu me aposentar”, disse. Cada apartamento mede 50 m² e é composto por dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro, área de serviço e sacada. O diferencial das unidades é que a sala tem 16 m², tamanho 4 m² maior que de outros conjuntos habitacionais, devido a uma nova divisão dos cômodos. Localizado na Rua Barão de Castro Lima, 125, o condomínio foi integrado à malha viária do bairro, por meio do alargamento e pavimentação das vias de acesso aos prédios. O residencial possui ainda área de lazer com playground, quadra poliesportiva, equipamentos de ginástica para idosos e áreas verdes.
Os moradores das 140 unidades habitacionais foram selecionados entre as famílias que vivem por mais tempo na área, principalmente aquelas chefiadas por mulheres. Foram também priorizados idosos, pessoas com deficiência e crianças que estudam nas escolas do entorno. Após mudarem-se, os proprietários passam a pagar prestação mensal no valor de 17% de um salário mínimo.
Além da construção de moradias, a urbanização do Real Parque prevê a revitalização dos conjuntos habitacionais já existentes no local, a criação de boxes comerciais, a construção de um parque e de uma creche. O custo de todas as intervenções está estimado em cerca de R$ 170 milhões. Serão cerca de 6.000 pessoas beneficiadas direta e indiretamente com as obras.
O processo de urbanização teve início em setembro de 2010. As moradias previstas estão divididas entre as quadras A, I e H, sendo 680 unidades na quadra A, 280 na quadra I e 140 na quadra H. Essas áreas foram desapropriadas pela Prefeitura em 2008 e, juntas, representam mais de 51 mil m².

Fotos:

Novo condomínio vai abrigar 140 famílias do Real Parque

Condomínio conta com área de lazer com playground, quadra e equipamentos de ginástica


apartamento é composto por dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro, área de serviço e sacada

Playground possui piso de grama sintética


Matéria do site prefeitura:


+ Confira outras notícias no Portal da Prefeitura de S.Paulo






domingo, 11 de dezembro de 2011

Jamil pede mobilização e apoio contra fim da função de cobrador

Na sessão plenária desta quinta-feira (8), o vereador Jamil Murad (PCdoB) defendeu a manutenção da profissão de cobrador de ônibus e conclamou a categoria a se mobilizar contra o projeto de lei que visa extinguir a função.
“O cobrador é necessário para o bom funcionamento do transporte por ônibus. Além de cobrar a passagem, ele ajuda o motorista, auxilia os passageiros que possam ter alguma dificuldade ou necessitem de informações. Fazer com que o motorista também exerça a função de cobrador é perigoso no que diz respeito à condução do veículo e atrasa a circulação dos ônibus”, avalia o vereador.
Para Jamil, “essa medida visa aumentar os lucros das empresas”. Além disso, destacou: “permitir o fim desta função significaria acabar com os empregos de milhares de pais e mães de família. Num país em desenvolvimento e no contexto da crise internacional, é imprescindível mantermos as vagas de trabalho para o nosso povo”. Defender esses empregos “é uma causa nobre e necessária. Por isso, conclamo os cobradores e solicito aos nobres vereadores que lutem e votem contra este projeto”, completou.
O discurso do vereador foi motivado por projeto apresentado pelo vereador Antônio Carlos Rodrigues (PR), prevendo a extinção gradativa da função. Conforme informações do jornal O Estado de S. Paulo desta quinta-feira, o fim da função atingiria 15 mil cobradores na capital.



Fonte: Gabinete do Vereador Jamil Murad

PSDB se esforça para esconder escândalo de 4 bilhões de Reais

DiarioLiberdade



Diante das várias denúncias, o PSDB fez incontáveis manobras até conseguir impedir a instalação das investigações
É a segunda denúncia em menos de dois meses envolvendo o governo Alckmin. Nas duas ocasiões os desvios de verba atingiram a casa dos bilhões de reais.
Enquanto a direita transforma uma suposta "luta contra a corrupção" em sua estratégia central para ganhar mais espaço no regime político e tentar reverter sua crise, o principal governo deste setor, a administração estadual de São Paulo, é acusado de estar envolvido em mais um caso de corrupção.
E assim como a última denúncia, a que envolvia a compra de emendas parlamentares por um terço da Assembleia Legislativa de São Paulo, novamente os tucanos são acusados de participar de um esquema bilionário para favorecer os capitalistas.
Desta vez a denúncia é contra o processo de licitação da linha 5-Lilás. Um esquema que segundo dados pela própria Justiça de São Paulo pode chegar a mais de R$ 4 bilhões.
Há pouco mais de um mês, o mesmo PSDB foi denunciado por estar envolvido em outro esquema bilionário. O deputado do PTB, Roque Barbiere, parte da base de sustentação do governo na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), denunciou que pelo menos um terço dos deputados vendia emendas para grandes capitalistas e prefeituras ligadas principalmente ao PSDB.
Diante destas denúncias, o PSDB fez diversas manobras até conseguir impedir a instalação de uma CPI na Alesp. Agora, começou uma operação para repetir o mesmo no metrô, empresa que, diga-se de passagem, já foi denunciada por outros desvios de verba como, por exemplo, o que envolveu o contrato entre a estatal paulista e a empresa Alston. O primeiro passo está sendo manter o presidente da empresa no cargo, negando todos os indícios de corrupção.
Tanto no caso das emendas como neste mais recente fica provado que a corrupção está diretamente ligada ao favorecimento dos empresários e, desta maneira, a única forma de combater estes ataques à população de São Paulo é a luta contra esta política direitista de favorecimento dos grandes capitalistas.

João Dias, fonte da Veja, é preso no DF

Bem que a revista Veja, que deu tanta acolhida ao sinistro policial, poderia contratá-lo

Por Altamiro Borges




O policial João Dias, o bandido usado como principal fonte da revista Veja para derrubar o ministro Orlando Silva, dos Esportes, foi preso na tarde de ontem (7) em Brasília. Ele tentou invadir a sala do secretário do Governo do Distrito Federal, Paulo Tadeu, no Palácio Buriti. Carregando uma mala com cerca de R$ 200 mil, o “maluco” berrou palavrões e agrediu três pessoas.

Bem que a revista Veja, que deu tanta acolhida ao sinistro policial – acusado de desvio de recursos de convênios na área do esporte, de enriquecimento ilícito (uma mansão, três carrões importados e duas academias de ginástica) e até de homicídio –, poderia contratá-lo.
O sujeito parece transtornado com o fim dos holofotes. Ele poderia ser instalado ao lado de outro “doente”, o blogueiro pitbull da Veja.



Nota da Polícia Civil do DF


A Polícia Civil do DF informa que nesta data foi lavrado, na 5ª DP, auto de prisão em flagrante em razão da prisão do policial militar João Dias, o qual cometeu os crimes de injúria de cunho racial, lesão corporal e vias de fato, no interior do Palácio do Buriti.
No local, foi arrecadada pelo Instituto de Criminalística da PCDF a quantia de R$ 159 mil reais, em espécie, a qual será encaminhada à Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado (DECO), visando apurar a sua origem.
Após as oitivas de todos os envolvidos, encaminhamento das vítimas ao IML e demais providências legais cabíveis, todos serão liberados.






PSDB se esforça para esconder escândalo de 4 bilhões de Reais - Pragmatismo Político

PSDB se esforça para esconder escândalo de 4 bilhões de Reais - Pragmatismo Político

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Senado aprova regulamentação da Emenda 29, que vai à sanção

Proposta foi aprovada por 70 votos contra 1, sem abstenções.

Matéria será encaminhada para sanção da presidente Dilma.

Iara Lemos

Do G1, em Brasília


O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (7), por 70

votos contra 1 o projeto de lei 121/2007, que define o que são considerados

gastos em saúde. A proposta, que segue para sanção da presidente Dilma

Rousseff, regulamenta a Emenda Constitucional 29, aprovada em 2000 e que define

percentuais mínimos de investimento em saúde por União, estados e municípios.
Após a votação do texto principal, os senadores ainda

votaram um destaque apresentado pela oposição que pretendia derrubar um artigo

que previa a criação da Contribuição Social sobre a Saúde (CSS). O destaque foi

aprovado e o artigo derrubado. Mesmo se estivesse dentro no texto-base, na

prática, o artigo não leva à cobrança do imposto porque sua base de cálculo

havia sido derrubada na Câmara.

Pela regra constitucional, estados precisam aplicar 12% do

que arrecadam anualmente em impostos. Os municípios precisam investir 15% de

sua receita. Já o governo federal precisa investir o montante do ano anterior

mais a variação nominal do Produto Interno Bruto (PIB).

Relator da Emenda 29, o líder do PT na Casa, senador

Humberto Costa (PE) apresentou seu relatório à proposta logo que a sessão foi

aberta. Costa retirou do projeto uma emenda acrescentada pelos deputados que

poderia diminuir os investimentos dos estados.

A emenda excluída retiraria os recursos do Fundo de

Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos

Profissionais da Educação (Fundeb) da base de cálculo para definição do

percentual mínimo para a área de saúde.

"Não podemos aceitar a nova regra a vigorar pelos

próximos cinco exercícios financeiros, segundo a qual são excluídos da sua base

de cálculos os recursos para compor o Fundeb", disse o relator da matéria.

O senador também não colocou em seu relatório emenda

apresentada pela União que mudava o cálculo de investimentos da União na saúde.

Pela emenda, o governo deveria aplicar 10% de suas receitas da área.
O relator ainda afirmou que gostaria de colocar os 10% de

investimento da União em saúde, mas justificou a ausência da CPMF, que foi

derrubada pelo Congresso, seria o motivo que impede o governo de investir os

10% em saúde. Em seu relatório Costa propôs a criação de um novo imposto, mas

não determinou alíquotas, o que foi criticado pela oposição.

"Sem dúvida que eu queria estabelecer hoje os 10% de

investimento em saúde [...] Existisse a CPMF hoje, certamente a parte dela que

iria para a saúde seria de R$ 50 bilhões ao ano. Com isto, se tornaria fácil

estableecer um índice de 10%", afirmou.

Humberto Costa ainda criticou a posição da Câmara, que

rejeitou, durante a votação da proposta na Casa, a criação de um novo imposto

para financiar a saúde.


"Fomos derrotados do ponto de vista do financiamento da

saúde e do ponto de vista político [...] Dinheiro não nasce em árvore e só

aparece se a sociedade estiver convencida disso [...] Não se fez um bem para o

país quando a CPMF acabou", disse.

O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) criticou os argumentos do

relator. "Só este ano, o aumento da arrecadação em relação ao ano passado

foi de R$ 78 bilhões", disse.


Discussão

Primeiro a discutir a proposta, o senador Cássio Cunha Lima

(PSDB-PB) criticou o relatório de Costa, que defendeu a aplicação de recursos

na saúde de acordo com a variação do PIB do ano anterior.

"Quem garante que não poderemos ter um crescimento zero

no próximo ano. Ou mesmo um crescimento negativo o que vai comprometer os

investimentos para a saúde", disse o tucano.
O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), apresentou dois

destaques em separado. A proposta da oposição era reestabelecer o projeto

original do Senado, no qual a União destinava 10% dos recursos para a saúde.

"É em nome daqueles brasileiros que levantam cedo,

trabalham duro, que devemos votar a emenda 29 com sensibilidade social, para

dizer para o governo federal que a prioridade do povo é a saúde. Por isso, nada

mais justo que a aprovação da emenda que fixa os valores de 10% da União",

defendeu o senador tucano.

A votação da proposta que regulamenta a Emenda 29 chegou a

ser ameaçada pelo próprio governo, que ameaçou ingressar com um requerimento

pedindo a retirada da urgência da tramitação da matéria.

O temor do governo era que a própria base não estivesse

completamente aliada na proposta do governo, que defende a não inclusão dos 10%

em investimentos da União na saúde. Na noite de terça-feira, logo após o fim da

votação do projeto do novo código Florestal, o líder do governo no Senado,

Romero Jucá (PMDB-RR), garantiu a votação.

Entenda a Emenda 29

A proposta de regulamentação aprovada nesta querta mantém as

regras para investimentos na saúde definida na Emenda 29. A inovação do projeto de

lei está na definição dos investimentos, para evitar que governadores e

prefeitos "maquiem" os gastos em saúde pública. De acordo com o presidente da

Frente Parlamentar da Saúde, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), alguns

estados aplicavam, por exemplo, o dinheiro em ações amplas de saneamento

básico, sob o pretexto de que o investimento teria efeito sobre a saúde da

população.

"Há governos locais que destinam o dinheiro a hospitais

militares, projetos de saneamento e até a rádios, alegando que o recurso vai

para propaganda de ações voltadas à saúde pública. Se acabarmos com o desvio,

poderemos recuperar R$ 3 bilhões por ano para o Sistema Único de Saúde",

afirmou o deputado.


Com a regulamentação da emenda 29, os recursos só poderão

ser utilizados em ações e serviços de "acesso universal" que sejam "compatíveis

com os planos de saúde de cada ente da federação" e de "responsabilidade

específica do setor saúde, não se aplicando a despesas relacionadas a outras

políticas públicas que atuam sobre determinantes sociais e econômicos, ainda

que incidentes sobre as condições de saúde da população."





Sem teto, sem terra e trabalhadores fazem ato em São Paulo

Matéria da Editoria:


Movimentos Sociais

Carta maior

08/12/2011






Cerca de 3 mil pessoas, militantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e outros sem-terra de Campinas e trabalhadores da Flaskô – fábrica ocupada há mais de 8 anos – realizaram um ato nesta quinta-feira (8), na avenida Paulista em São Paulo. O objetivo da ação era conseguir uma reunião com representantes do governo federal para pedir uma política nacional de desapropriações que facilite as reformas agrária e urbana.
Fábio Nassif


Data: 08/12/2011

Cerca de 3 mil pessoas, militantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e outros sem-terra de Campinas e trabalhadores da Flaskô – fábrica ocupada há mais de 8 anos – realizaram um ato nesta quinta-feira (8), na avenida Paulista em São Paulo. A avenida, que completa 120 anos hoje, foi tomada completamente do MASP até o escritório da Presidência da República em São Paulo.
Na chegada ao prédio da Presidência, os manifestantes ocuparam os três andares do edifício até serem recebidos pela chefia de gabinete. O objetivo da ação era conseguir uma reunião com representantes do governo federal para pedir uma política nacional de desapropriações que facilite as reformas agrária e urbana.
Os representantes dos movimentos saíram com a promessa de uma reunião com o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, no próximo dia 19, em São Paulo. Guilherme Boulos, do MTST, afirmou que hoje os programas habitacionais ficam reféns da especulação imobiliária e “se o governo federal tivesse uma política nacional de desapropriação de terra, o programa Minha Casa Minha Vida poderia ser mais efetivo para atender a população de baixa renda”.
Além das desapropriações, os movimentos pedem o fim das remoções que estão sendo realizadas amplamente, algumas delas para construção das obras para a Copa do Mundo e Olimpíadas. No próximo final de semana, por exemplo, está marcado um despejo de cerca de duas mil famílias na ocupação Pinheirinho, em São José dos Campos.

Criminalização

Um dos pedidos para a reunião do dia 19 é a presença da ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, pois existem alguns relatos de tentativas de assassinatos de militantes sem teto em Minas Gerais, Distrito Federal e Amazonas. O movimento formulou um relatório com o relato dos casos e entregou ao Senado em audiência pública recente.

Na sequência da visita ao escritório na avenida Paulista, os militantes sem teto, apoiados por alguns estudantes e professores em greve da USP, seguiram para a Assembleia Legislativa de SP para lançamento estadual da campanha “Sem teto, com vida”, para denunciar a criminalização dos movimentos sociais.

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